Whisky

Whisky

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

David Beckham lança rótulo de whisky

"Haig Club", feito em parceria com a Diageo e o agente do ex-camisa 7 do Manchester United, é um single grain produzido na mais antiga destilaria de whiskies de grãos da Escócia


Um dos jogadores de futebol - e agora aposentado - mais lucrativos de todos os tempos, David Beckham não para de aumentar o portfólio de negócios a quem empresta, em troca de alguns milhões de dólares, seu nome.

Em parceria com a gigante do setor de bebidas Diageo e seu empresário, o agente Simon Fuller, o ex-jogador lançou no último final de semana, em Edimburgo, na Escócia, sua marca de whisky.


Batizado de "Haig Club" em homenagem à família Haig, cuja herança de produção de destilados data de 400 anos atrás, o novo drinque de Beckham é um "single grain" produzido na mais antiga destilaria de uísques de grãos da Escócia e tem Chris Clark de mestre destileiro. "Acho que fizemos algo muito especial. Para mim foi entender como o whisky é feito e apreciado", diz o ex-camisa 7 do Manchester United.
Segundo a Diageo, o whisky chega primeiro às lojas e restaurantes do Reino Unido, e embarca nas próximas semanas para China, Coreia do Sul, Vietnã, Malásia, Estados Unidos e Cingapura. Ele também estará disponível em free shops ao redor do mundo em breve.

Post relacionado: Beckham sela acordo para promover whisky escocês


Fonte: deles.ig.com.br

domingo, 5 de outubro de 2014

Produtores de whisky escocês ficaram aliviados com rejeição da independência

O whisky é o segundo principal produto de exportação escocês, atrás do petróleo, e no ano passado chegou a 7,1 bilhões de dólares

Os produtores de whisky escocês manifestaram alívio com a rejeição à independência da Escócia em um referendo, já que preferem a "estabilidade" representada pela permanência do país no Reino Unido. "Saudamos a estabilidade concedida por esta votação", declarou David Frost, diretor-geral da Scotch Whisky Association (SWA).

Pessoas contrárias a independência da Escócia festejam resultado do referendo em Glasgow

A associação havia expressado preocupação com a eventual saída, mesmo que temporária, de uma Escócia independente da União Europeia e do possível fim do apoio à exportação por parte da poderosa rede diplomática britânica. O whisky é o segundo principal produto de exportação escocês, atrás do petróleo, e no ano passado chegou a 4,3 bilhões de libras (7,1 bilhões de dólares).

A SWA informou que acompanhará de perto as negociações sobre os novos poderes prometidos à Escócia pelo primeiro-ministro britânico David Cameron. A empresa Diageo, que produz os famosos Johnnie Walker e J&B, assim como os maltes Lagavulin e Talisker, também anunciou que espera um ambiente favorável com os novos poderes.


Fonte: correiobraziliense.com.br

sábado, 4 de outubro de 2014

Whisky protegido

FRASCO MODERNO FEITO DE FIBRA DE CARBONO E ALUMÍNIO RESISTE A QUEDA DE HELICÓPTERO


Uma parceria inusitada entre a fabricante de óculos de sol e equipamentos esportivos, Oakley, e um dos mais famosos single malt do mundo, o The Macallan, resultou no frasco mais resistente da história. De acordo com o engenheiro Neil Ferrier, que trabalhou no projeto, a ideia surgiu durante a visita de Ken Grier, Diretor de maltes do Edrington Group – proprietário do whisky – ao bunker de design da Oakley: “após alguns tragos, ele perguntou ao CEO da empresa, Colin Baden, sobre a possibilidade de criarmos um frasco que desafiasse as convenções tradicionais”. Feito de aço, fibra de carbono e alumínio aeroespacial, o frasco mistura o design da Oakley com a tradição, aromas e sabores de um renomado single malte. A tampa tem sistema de molas para facilitar o consumo – assim como uma abertura lateral para entrada de ar. O fundo emborrachado facilita o manuseio e um conveniente funil descomplica o reabastecimento. Disponível no site da empresa escocesa por £ 600 (R$ 1,8 mil) ou nos Estados Unidos por US$ 1,5 mil (cerca de R$ 3 mil), onde será vendido em um kit com uma garrafa de uísque 22 anos envelhecido em barris de carvalho. Como qualquer produto Oakley, o frasco foi rigorosamente testado para aguentar de tudo, desde ser atingido e arrastado por carros e até solto de um helicóptero - tudo registrado no vídeo abaixo.



Fonte: gq.globo.com

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Whiskey premium Jack Daniel's Sinatra Select no Brasil

EDIÇÃO ESPECIAL FAZ HOMENAGEM AO CANTOR, FÃ CONFESSO DA BEBIDA



Em um de seus shows, Frank Sinatra subiu ao palco com uma garrafa de Jack Daniel's na mão e afirmou: "este é o néctar dos deuses". Foi o suficiente para causar um boom de vendas do Tennesee whiskey, em um Estados Unidos recém-saído da lei seca. Naquele momento, o cantor acabara virando o primeiro embaixador da marca. Não é à toa que, mais de 15 anos após sua morte, uma bebida ultra-premium em sua homenagem. O Sinatra Select, linha especial da marca, já está no Brasil.

"Frank Sinatra era tão fã da nossa bebida que, quando morreu, foi enterrado com duas coisas: um maço de cigarros Marlboro e uma garrafa de whiskey. Desde o momento que ele subiu no palco e falou de nossa empresa, sabíamos que ele merecia uma homenagem à altura", contou o Jeff Arnett, Master Destiller da Jack Daniel's.

O diferencial da bebida é que, para sua elaboração, a própria marca fabrica barris de carvalho, levemente tostados por dentro. Essa produção centralizada garante características únicas à bebida, como coloração âmbar mais escura que o tradicional. Então, o líquido extraído é misturado ao tradicional nº 7, o mais vendido da marca. A bebida final traz um aroma amadeirado, levemente frutado no início e que, ao descer pela garganta, é possível sentir uma leve ardência de especiarias.

O Jack Daniel's Sinatra Select está disponível em empórios e casas especializadas por R$ 499,90.


Fonte: gq.globo.com

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Desvendando Nº 12: White Horse

Em seu auge, o White Horse era um dos dez melhores whiskies do mundo e vendia mais de 2 milhões de unidades por ano. O gênio responsável pela bebida era “Restless Peter” Mackie, que assumiu a empresa da família em 1890 e era descrito na época como “um terço gênio, um terço megalomaníaco e um terço excêntrico”. O White Horse ainda é comercializado em mais de 100 países, inclusive uma versão de luxo 12 anos, chamada White Horse Extra Fine. Contém 40% de whiskies de malte em sua composição, onde destacam-se Lagavulin, Talisker, Glen Elgin, Craigellachie e Linkwood.

Curiosidade: o nome "White Horse" vem de uma hospedaria antiga em Edimburgo, frequentada por renomados cavalheiros, que partiam com destino a Londres.


O que pude perceber:

Aroma: aroma de malte, forte, defumado. Logo de cara o álcool se sobressai. Depois que o álcool passa, pode-se sentir o aroma de biscoito de água e sal. Com um pouco de água, suaviza um pouco, no que se refere ao álcool, e acentua o cheiro de defumado. Com gelo, o primeiro aroma que senti foi um mentolado, fresco. Permanece o cheiro do malte, mas fica mais suave.

Paladar: o álcool forte não se confirma no paladar, para minha surpresa. Ele fica sutil. Dá para sentir o gosto de biscoito, bem crocante. O final é relativamente longo. No início, chega a ser macio, sedoso. Porém, é no final seco e longo que predomina o retro gosto de álcool, mas não a ponto de desagradar. Sutil, como falei. Sente-se no final um pouco do gosto de cereais e também um pouco de fumaça. Com um pouco de água, o sabor permanece o mesmo, porém, agora, um pouco mais caramelado. O final continua longo. Com uma pedra de gelo, permanecem os mesmos sabores.

Possui a cor dourado claro e corpo de médio para encorpado. Outro whisky que me surpreendeu por não senti-lo tão agressivo quanto eu supunha. Pensei que seria forte e amargo. Não é. Possui também um final longo, esfumaçado, persistente e agradável. É uma característica que aprecio nos whiskies, a presença da turfa, com seu sabor característico (herança do Lagavulin em sua composição). Possui um excelente custo benefício, já que pode ser encontrado na faixa dos R$ 60,00 ou até menos. Comprei o meu, para experimentar, numa versão alternativa, de 500ml, custando R$ 26,00.


White Horse


Blend Teor Alc 40%


O White Horse preserva o sabor da Lagavulin, assistido por maltes renomados de Speyside. Tem estilo com seu final longo; um blend de grãos crocantes, malte limpo e turfa terrosa.


Saúde.









Fonte: o livro do whisky, wikipedia

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Francês tatua 25 garrafas de whisky J&B

CADA UM DOS RAROS ARTIGOS LEVOU 20 HORAS PARA FICAR TOTALMENTE PRONTO


J&B Le Sphinx (Foto: divulgação)

Um tatuador francês, Sébastien Mathieu, dono do estúdio Le Sphinx, em Paris, tatuou 25 garrafas de whisky da marca J&B. Cada uma delas levou 20 horas para ficar pronta. As garrafas e as caixas de madeira que a envolvem foram cobertas com um material de látex, e a cor da pele humana foi aplicada nas peças para reforçar o efeito que a tinta causou no design.

A graça da parceria entre a Le Sphinx, uma das tatuadoras mais famosas de Paris, e a J&B é que tanto a tatuagem quanto a marca de whisky surgiram mais ou menos no mesmo período e no mesmo lugar.


A tatuagem ganhou notoriedade em 1862, quando foi feita em membros da realeza britânica, e a companhia foi fundada em 1749 em Londres, quando ainda era chamada de Johnson & Justerini. Alfred Brooks a comprou em 1831 e pôs “seu B” no nome.


Fonte: gq.globo.com

domingo, 21 de setembro de 2014

Alambiques

Antigamente apenas pequenos potes de barro, os atuais alambiques são enormes aparelhos de cobre reluzente, artefatos quase esculturais.


A destilação, arte milenar praticada pelos egípcios desde 3000 a.C., era feita em potes de barro que dirigia os vapores ascendentes para uma câmara de ar resfriado no final do tanque. Com o passar do tempo, os produtores procuravam maneiras de criar alambiques que possibilitassem métodos mais rápidos e contínuos de destilação. O primeiro foi inventado por Robert Stein, da destilaria Kilbagie, em 1827. O alambique de Aeneas Coffey, inventado em 1830, melhorou o modelo anterior. Em 1860 Coffey já tinha refinado seu alambique com a utilização de cobre em vez de madeira, o que é feito até hoje.

Dos métodos de destilação atualmente em uso, o que se serve do alambique de cobre é o mais tradicional. O desenho básico de um alambique mudou pouco ao longo dos séculos. É um pote, ou caldeira, de cobre arredondado e aquecido por baixo. O cobre é o material ideal por ser um bom condutor de calor e por ser fácil de moldar; além disso, reage quimicamente com o destilado, removendo compostos indesejados de enxofre.


Para se chegar a um whisky aceitável, o cobre do alambique purifica o spirit. O metal age como catalisador, extraindo compostos sulfúreos de odores desagradáveis e óleos fúseis pesados. O cobre também contribui para a criação de sabores frutados e da fragrância desejada. Quanto mais contato o vapor do álcool tiver com o cobre, mais puro e claro será o spirit.

Quando o vapor sobe durante a destilação, grande parte condensa no interior do alambique e, aos poucos, escorre de volta para ser fervido novamente. Isso se chama refluxo e leva a uma pureza maior. O volume de refluxo depende de uma série de fatores, como o tamanho e o formato do alambique e até o nível em que é preenchido: quanto mais cheio, menos refluxo, por isso não se deve exceder os dois terços de sua capacidade. A velocidade em que operam é outro fator. Um funcionamento mais rápido leva a menor quantidade de refluxo. A temperatura do líquido destilado também é importante, quanto mais quente for o spirit, maior a absorção pelo cobre nos condensadores. A inclinação dos tubos que ligam a cabeça do alambique ao condensador é outro fator crucial: ângulos diferentes afetam a pureza do spirit.

Alambiques tradicionais

Um alambique tradicional é composto de três partes principais: o pote (onde o mosto fermentado é aquecido); o pescoço de cisne e o braço condutor (pelos quais o álcool evaporado sobe); e o condensador, um tanque de condensação com serpentinas ou um aparelho do tipo casco e tubo (onde o vapor de álcool arrefece e se condensa para voltar ao estado líquido). Variações nos tamanhos e formas das partes do alambique afetam o sabor final da bebida de maneiras diferentes.


Como o cobre é maleável e flexível, os alambiques se deterioram com o tempo, principalmente onde há o contato com o líquido. Quando este chega ao fim de sua vida útil e tem de ser substituído, todo esforço é feito para replicar a construção do antigo.

A destilação no alambique é feita da seguinte maneira: o alambique é preenchido com o mosto fermentado; então é aquecido e o álcool utilizável é separado do álcool indesejável. Após a separação o alambique deve esfriar antes de ser limpo e todos os resíduos deixados em seu interior removidos. Antigamente utilizava-se fogo direto, produzido com carvão e mais tarde gás, para aquecer os alambiques por baixo.  Hoje a maioria das destilarias usa vapor. Tubos cilíndricos cheios de vapor, ou um pequeno radiador circular, são colocados na base do alambique para aquecê-lo. A vantagem de tais dispositivos é que asseguram uma distribuição muito mais uniforme do calor.

Hoje o whisky de malte é produzido pelo método da bidestilação, para o qual são necessários que os alambiques funcionem em pares, um para a mistura fermentada e outro para a bebida destilada. A primeira destilação é realizada no alambique de cerveja (wash still) e a segunda no alambique de espírito (spirit still). O alambique de cerveja, aquecido até um pouco abaixo de 1000C, transformando o álcool em vapor, é utilizado para separar o álcool da água e o alambique de espírito para separar o álcool potável de suas frações indesejáveis. O alambique de cerveja produz um destilado chamado flegma (low wines), e o alambique de espíritos um destilado composto de cabeça (aromas indesejáveis e metanol), coração (que mais tarde se tornará o whisky) e cauda (destilado impuro).

O tamanho do alambique varia de acordo com sua finalidade: o alambique de cerveja, usado na primeira destilação, será quase sempre maior do que o alambique de espírito da segunda destilação.

Alambiques de coluna

Os alambiques de coluna são mais rápidos, mais versáteis e menos discriminatórios quanto a sua dieta do que os alambiques tradicionais.


Procurou-se por muito tempo uma maneira de aperfeiçoar os métodos de destilação em alambiques tradicionais, excessivamente trabalhosos e demorados. Em 1830, Robert Stein e Aeneas Coffey desenvolveram um processo de destilação contínuo mais eficiente para destilar cereais, também conhecido como destilação de coluna ou patente. Assim, esse tipo de alambique é também muitas vezes referido como Coffey. Com esse método, tornou-se possível realizar um processo de destilação contínuo, capaz de produzir um destilado de alta graduação alcoólica e estilo leve. Estes alambiques são altos e compostos de duas colunas, um retificador e um analisador. Destilam mais rapidamente e de forma contínua, além de serem baratos de operar. Produzem bebidas mais puras que o single malt e que podem ser até mais fortes. A pureza desse destilado o torna ideal para as misturas que originam os blends.


O número de alambiques de coluna usados numa destilação depende do grau de purificação (tecnicamente conhecida como retificação) exigido. Pode variar de um a dois, chegando até a cinco alambiques conectados e trabalhando de forma contínua. Como no caso do alambique tradicional, o objetivo é eliminar os sabores indesejáveis e desagradáveis, concentrando ao mesmo tempo os desejáveis. Os alambiques altos em forma de coluna são feitos de aço inoxidável com pratos de cobre por dentro. Esses pratos, ou bandejas, são perfurados como peneiras, permitindo que os líquidos gotejem de volta sobre os vapores ascendentes. Cada prato pode ser pensado como uma mini etapa da destilação, permitindo que os compostos mais leves passem, mas retendo os compostos mais pesados, de modo que, no alto da coluna, apenas os vapores mais voláteis escapam para a segunda destilação.

O alambique de coluna é altamente eficiente e pode ser usado para criar novas versões de bebidas já repletas de sabor como o Bourbon, o whisky de cereais ou a vodca.

Alambique tipo Cebola


Alambiques grandes, altos e em forma de cebola permitem maior contato com o cobre e tendem a produzir um spirit mais puro. São os mais comuns na destilação do malte escocês.

Alambique Boil-ball


Em geral, estes alambiques levam mais tempo para completar a destilação devido à condensação na esfera. Assim, tendem a gerar um spirit mais pesado e complexo.

Alambique Squat


Atua como um boil-ball invertido e cria um spirit sem o mesmo nível de contato com o cobre dos alambiques tipo cebola.

Alambique Lamp Glass


O pescoço estreito do alambique lamp glass restringe e desacelera o fluxo de vapor do spirit. Este tipo de alambique atua como um boil-ball invertido, sem o mesmo nível de contato com o cobre dos alambiques tipo cebola.

Alambiques Altos


Os alambiques de pescoço alto geram um aumento no refluxo. Parte do vapor do spirit condensa nas laterais do alambique e escorre para ser redestilada. Assim, o spirit tem mais contato com o cobre, o que resulta em maior pureza e delicadeza, mas também em menos caráter do que o spirit produzido por squat stills.

Tubos ascendentes

Tubo no alto direcionado para cima
Quanto mais os tubos se inclinam para cima, mais refluxo é gerado, o que resulta em um spirit mais leve. Estes tubos se erguem dos alambiques e conectam uma série de condensadores casco e tubo. Hoje em dia, o casco e tubo é o formato mais comum de condensador usado nas indústrias e permite que haja mais contato entre o spirit e o cobre do que os condensadores tradicionais, como a serpentina.

Tubos descendentes

Tubo no alto direcionado para baixo
Um tubo descendente estimula o vapor a passar rapidamente pelo condensador, reduzindo o refluxo. Quando eles são encontrados em wash stills, a chance de haver resíduos aumenta.

Alambique Lomond


O alambique Lomond foi desenvolvido na Escócia em 1955 por Alistair Cunningham, em colaboração com Arthur Warren. É um alambique cilíndrico com uma camisa de água montada verticalmente acima dele. Adicionou três pratos de retificação dentro do pescoço, que podiam ser ajustados horizontal e verticalmente, e resfriados com água ou deixados secos para variar o grau de refluxo. O ângulo do braço condutor também podia ser modificado para permitir um controle ainda maior do refluxo. No entanto, os pratos sempre ficavam entupidos com resíduos, e o alambique praticamente deixou de ser utilizado na Escócia.

Alambique Faraday
Este aparato exclusivo fabrica whisky de modo totalmente diferente, por trazer dois tipos de alambique em uma só unidade.

Pescoços
Alambiques são concebidos de diversas maneiras, dependendo do estilo de whisky que se pretende criar. Consequentemente, eles têm um aspecto diferente em cada destilaria, e até mesmo os muito parecidos têm pequenas variações. Em geral, os alambiques com pescoços longos e estreitos produzem um destilado mais leve e perfumado, enquanto aqueles com pescoços curtos e largos produzem destilados mais oleosos e pesados. Para desacelerar o processo de destilação, e impedir que a espuma suba até o condensador, vários aperfeiçoamentos foram desenvolvidos, como o pescoço largo, o pescoço tipo lanterna e o capitel, ilustrados abaixo.

Pescoço largo
O pescoço largo se ergue a partir dos ombros do pote. Ele reduz a velocidade dos vapores ascendentes, e também resfria a cerveja para prevenir que a espuma cresça e ferva acima do esperado.


Pescoço tipo lanterna
Os alambiques tipo lanterna são enormes, mas seus pescoços estreitos restringem os vapores antes de entrarem na coluna de refluxo: eles esfriam e desaceleram, e apenas os mais voláteis ascendem até o alto.


Capitel

O capitel produz o mesmo efeito que um pescoço tipo lanterna. O capitel impede o líquido em ebulição de subir demais, e a espuma não se forma. De novo, apenas os vapores mais voláteis alcançarão o alto do pescoço.




Fonte: whisky, o livro do whisky, whisky de a a y, wikipedia