Whisky

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Desvendando Nº 56: Grand Old Parr 12 Anos

“Mantenha a cabeça fria por meio da temperança e os pés quentes com exercício. Levante-se cedo, durma cedo e, se quiser prosperar, fique de olhos abertos e boca fechada”.


Este era o lema e guia de vida de Thomas Parr, lendária figura de inglês folclórico cujo túmulo encontra-se na abadia de Westminster e que, segundo uma tradição inverossímil, teria vivido 152 anos, entre 1483 e 1635.

Em 1871, o nome de Old Parr foi tomado emprestado por dois blenders famosos, os irmãos Greenlees, para ser usado no whisky da dupla. Agora, sob o comando dos gigantes industriais da Diageo, a marca continua a fazer sucesso no Japão, na Venezuela, no México e na Colômbia. No Brasil também tem seus seguidores que apreciam o estilo distinto da bebida.

Com sua garrafa de desenho especial, de seção quadrada e vidro marrom, tem por base o single malt Cragganmore.

O que pude perceber:
Características: dourado, reflete a cor da sua caixa. Encorpado, bem oleoso.
Aroma: um álcool bem sutil seguido de um amadeirado. Malte, amêndoas, chocolate amargo. Um pouco esfumaçado. Um pouco de frutas cítricas também aparece. O acréscimo de um pouco de água libera os aromas dos whiskies de grãos, com notas características de cereais crocantes. O álcool fica suavizado, quase imperceptível. Torna-se mais herbáceo, mais floral. A fumaça se contraiu bastante.
Paladar: uma profusão de sabores. Amadeirado, frutado, uma mistura de frutas cítricas com um pouco de frutas cristalizadas, ameixa, biscoito, malte e um pouco de fumaça. Aparecem notas de baunilha no fundo e finaliza com uma certa picância. Amêndoas e chocolate ao leite estão presentes na finalização. Com um pouco de água se torna outro whisky. Ênfase mais nos florais, nos cereais, com um toque condimentado e a fumaça aparecendo somente na finalização. O whisky deixa na boca um certo gosto de frutas cristalizadas, algo parecido com ameixas secas.


Sempre ouvi em vários reviews que este é um whisky para se beber com gelo. Não sou muito adepto da inserção de gelo no whisky mas vamos testar para ver o que acontece e até mesmo para ter informação para os leitores.
O gelo de cara faz com que os aromas se contraiam. Por outro lado, deixa o whisky mais refrescante. Volta o aroma do malte e da madeira. A fumaça não está presente. Há um fundo dos whiskies de grãos, que aparecem sutilmente.
No paladar voltam as frutas cítricas e agora talvez uma maçã ou abacaxi. Um pouco de ervas também podem ser notadas, ervas verdes, de tempero. Um defumado muito sutil na finalização.

É um whisky bastante conceituado e apreciado no nordeste. Aqui no sudeste, nem tanto. No sul, talvez poucos o conheçam. Na minha opinião, um excelente blended para a sua categoria, na faixa dos 12 anos e um ótimo custo benefício para torná-lo o whisky do dia a dia. Dá para encontrá-lo mais barato que sua concorrência, levando assim muita vantagem. Ele entrega bastante aroma e sabor a um preço relativamente em conta.

Considerei um whisky complexo em seu aroma e paladar. Há muita coisa para distinguir fazendo uma degustação com calma. Dá para brincar bastante com este whisky, porém achei que a água e o gelo não funcionaram muito bem para ele. Preferi apreciá-lo puro. Para mim, funciona melhor. A água e o gelo mascaram muito de seus aromas e sabores.

Tudo bem, no nordeste é quente, adicione gelo. Em baladas ou festinhas, onde não se está prestando atenção nas nuances da bebida, adicione gelo. Mas se quiser apreciá-lo em toda a sua plenitude, tente puro.

Ah, mas este não é um whisky para ser apreciado, degustado, é um blended. Qualquer whisky pode ser apreciado. Vai do gosto de cada um. Se há um whisky que você possua no momento e é o que faz você feliz, não importa qual, aprecie. Com moderação.




Grand Old Parr 12 Anos

Blend Teor Alc 40%


Malte acentuado, uva passa e notas de laranja no nariz, com alguma maçã, toques de frutas secas e talvez turfa. Vigoroso no palato, com sabores de malte, uva passa, caramelo queimado e açúcar mascavo.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O que é uma destilaria fechada?

Recentemente falamos num post sobre o renascimento de algumas destilarias fechadas ou “perdidas”. Hoje vamos falar um pouquinho mais sobre elas. Desde os primeiros dias da produção de whisky, as destilarias aparecem e desaparecem. Algumas faliram, algumas se fundiram, algumas literalmente explodiram, e a paisagem escocesa está repleta de restos da destilação histórica. No entanto, este ano foi movimentado para as destilarias perdidas da Escócia.

Destilaria Brora
Não é todo o dia que se anuncia que uma destilaria fechada irá reabrir, mas três em sequência é algo inédito. No início de outubro, a Diageo anunciou que irá reabrir Brora e Port Ellen, ambas fechadas por mais de 30 anos. Para não ser ultrapassado, em seguida, Ian Macleod, dono de Glengoyne e Tamdhu, anunciou que a destilaria Rosebank, fechada desde 1993, também seria reaberta.

POR QUE AS DESTILARIAS FECHAM?

Enquanto os amantes de whisky possuem uma visão mais romântica, as destilarias de whisky são, no final das contas, empresas. Infelizmente, isso significa que as decisões de negócios são feitas e as destilarias fecham. Às vezes, como era mais frequentemente o caso no passado mais distante, as empresas entravam em falência ou não podiam se dar ao luxo de manter as destilarias abertas. No entanto, mais recentemente, houve mais decisões pragmáticas - quando a indústria de whisky não está indo tão bem, as empresas que possuem várias destilarias simplesmente fecham algumas delas.

Destilaria Port Ellen
Foi o que aconteceu no caso de Port Ellen, Brora e Rosebank. Em 1983, o ano em que Port Ellen e Brora fecharam, e uma década depois, no caso de Rosebank, muitas destilarias em toda a Escócia pararam a produção. A demanda por whisky caiu e os produtores precisavam economizar dinheiro. 

The Distillers Company Ltd, proprietários das três destilarias, decidiram que eram excedentes aos requisitos e as fecharam. A destilaria Caol Ila produziu whisky semelhante a Port Ellen, Clynelish produziu whisky suficiente para suprir a Brora (que estava bem ao lado) e Glenkinchie cumpriu as necessidades da empresa para ser o whisky leve das Lowland, para a qual Rosebank era conhecida.

Na época, os single malts não eram tão populares e os fechamentos não causavam grande protesto. No entanto, anos depois, os whiskies de todas as três destilarias vieram a ocupar um lugar de grande prestígio e suas garrafas valorizaram.

POR QUE OS WHISKIES DE DESTILARIAS FECHADAS CUSTAM TANTO?

Uma pergunta simples com muitas respostas. A mais fácil delas é apenas a raridade: as destilarias fechadas não fazem mais whisky e, à medida que os estoques vão baixando, há por consequência menos whisky disponível a cada dia. Quer se trate de garrafas antigas, cheias há anos, ou barris de whisky, não haverá mais quando tudo se esgotar.

Além disso, os whiskys que ainda estão em barris estão envelhecendo. Com isso, o preço está aumentando graças a não só os anjos que tomam sua participação, mas também os custos habituais ano a ano para cuidar de um barril até a maturidade.


Felizmente, embora os proprietários (e antigos proprietários) de destilarias fechadas não tenham muito estoque, os engarrafadores independentes estão ajudando a preencher as lacunas. Gordon & MacPhail, Signatory, Douglas Laing e Hunter Laing, têm grandes estoques de destilarias perdidas.


Fonte: blog.thewhiskyexchange.com

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Como o whisky envelhece?

O envelhecimento é parte fundamental do processo de fabricação de whisky. Para nós, apreciadores, é interessante conhecer esta ciência em termos práticos.

O que dizem alguns experts:
"Para mim, se não há maturação, então o espírito não é whisky, é uma espécie de vodka” - Dave Broom.
"Até 70% do sabor e do caráter de um whisky é formado durante o processo de envelhecimento" - Michael Jackson.
"A maturação é um processo essencial que traz a melhor característica do whisky e trabalha para refiná-lo ainda mais" - Suntory Whiskey Handbook.

O QUE ACONTECE DURANTE A MATURAÇÃO DO WHISKY

  • extração (da madeira)
  • oxidação (efeito do ar no barril no whisky)
  • adsorção (whisky mergulhando no barril)
  • evaporação (uma mistura de água, etanol e compostos imaturos)
  • esterificação (a formação de compostos de sabor)

OS PRINCIPAIS FATORES QUE DETERMINAM A QUALIDADE DA MATURAÇÃO
  • espírito novo
  • barril
  • método de armazenamento
  • meio ambiente
New-make
Com o espírito novo, uma série de perguntas precisam ser feitas, as quais só podem ser respondidas com muita experiência: como os sabores mudam, quando eles estarão no auge, os defeitos desaparecerão e qual será a melhor combinação para o whisky em particular?

Barril
Os barris têm um enorme efeito sobre a maturação do whisky, uma vez que o armazenam enquanto amadurece. Em termos de estrutura, as paredes celulares dos barris de carvalho são constituídas por três componentes principais:
  • celulose
  • lignina
  • hemicelulose
À medida que o whisky envelhece, esses componentes adicionarão seu próprio caráter ao whisky. Quando o barril é carbonizado, os elementos de celulose transmitirão notas de frutas e caramelo; a hemicelulose oferecerá uma "sedimentação" mais pronunciada; e as ligninas trarão o caráter de baunilha conhecido, frequentemente encontrado no whisky.


Um whisky amadurecido também pode ser "temperado", ou seja, um novo envelhecimento em um tipo diferente de barril do que aquele que foi amadurecido anteriormente. Isso faz duas coisas:
  • reduz a madeira
  • acrescenta sabor do conteúdo anterior desse barril (como bourbon, xerez ou vinho tinto)
Método de armazenamento
A maneira como os barris de whisky são armazenados também tem efeito sobre a maturação. Existem três estilos principais: o estiramento (onde os barris são tradicionalmente estocados, no máximo de três); embalados (armazenados em prateleiras com espaço aéreo em torno deles, muitas vezes vários bastidores altos); e paletados (os barris são empilhados em suas extremidades em paletes de madeira, geralmente muito altos, com eficiência em espaço, mas diferentes níveis de evaporação).

Além disso, existem outras variáveis que desempenham sua parte:
  • força de embarrilamento: o ABV ideal (porcentagem de álcool) para extrair compostos de um barril de carvalho é de 60%.
  • temperatura: quanto maior a temperatura do ambiente de maturação, mais tanino é extraído e mais escura a cor do whisky.
  • Umidade: o whisky envelhecido em um clima muito úmido verá o seu nível de álcool diminuir à medida que é amadurecido. Por outro lado, o whisky envelhecido em um clima de baixa umidade verá o aumento do seu nível de álcool.

Meio ambiente: a localização e o clima também influenciam no sabor e caráter do whisky em envelhecimento.


Este é apenas um texto explicativo tentando simplificar o que é um tópico extraordinariamente complicado.


Fonte: blog.thewhiskyexchange.com

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Destilarias icônicas "perdidas" serão revividas em grande investimento escocês


As destilarias que ficaram em silêncio desde que foram fechadas em 1983, serão trazidas de volta à produção através de um investimento de £ 35 milhões feitos pela Diageo, a principal empresa mundial de whisky escocês.

Nos 34 anos desde que Brora e Port Ellen foram fechadas, os whiskies que produziram se tornaram alguns dos líquidos mais cobiçados e procurados, reconhecidos por qualidade e caráter excepcionais, o que acabou por elevar as destilarias fantasmas ao status de “cult” entre entusiastas e colecionadores de whisky.

Durante muitos anos, fãs de whisky em todo o mundo pediram à Diageo que reabrisse essas destilarias fechadas. A decisão é em parte uma resposta às demandas dos entusiastas existentes, mas também reflete o forte crescimento no mercado de malte e a oportunidade de criar novas gerações de consumidores de whisky.

Port Ellen Distillery, na famosa ilha de Islay, e Brora, na remota costa leste de Sutherland, serão reintegradas para destilar em quantidades cuidadosamente controladas, com uma atenção meticulosa aos detalhes, replicando sempre que possível os regimes de destilação e o caráter espiritual das destilarias originais. As destilarias também terão casas dedicadas a receber convidados e espera-se que se tornem atrações icônicas na paisagem turística escocesa, atraindo entusiastas de whisky de todo o mundo.

Antes da reabertura, somente algumas pessoas tem o privilégio de testar as bebidas originais de Port Ellen e Brora, à medida que se tornam cada vez mais raros. Agora, novas expressões desses whiskys poderão ser produzidas para o desfrute das novas gerações.

As novas destilarias Brora e Port Ellen estarão entre as menores destilarias da Diageo, capazes de produzir 800 mil litros de álcool por ano. Elas irão replicar o mais próximo possível dos perfis de sabor originais de Port Ellen e Brora. Sujeito a permissão de planejamento e consentimento regulamentar, projeto detalhado, construção e trabalho de comissionamento, espera-se que as destilarias estejam em produção até 2020.


Fonte: whiskyintelligence.com

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Kilchoman Red Wine Cask Matured


Pouco menos de 10.000 garrafas do lançamento de edição limitada estão disponíveis em todo o mundo. Destilado em 2012, o Kilchoman Red Wine Cask Matured passou seu tempo de maturação completo num único barril em vez de ser apenas uma finalização, onde o whisky só gasta alguns meses em tais barris antes do engarrafamento. Os barris, do Vale do Douro em Portugal, foram selecionados pessoalmente pelo Fundador da destilaria, Anthony Wills. A edição de vinho tinto segue as expressões amadurecidas de Porto, Madeira e Sauternes lançadas anualmente pela destilaria desde 2014.

Tal como acontece com toda a gama Kilchoman, o Red Wine Cask Matured é turfado, sem filtragem a frio e tem uma cor vermelha natural como resultado da extração dos barris de carvalho. Esta expressão particular foi engarrafada em 50% de ABV, ligeiramente mais forte do que o típico ABV de 46%. A maior força de engarrafamento adiciona estrutura e intensidade à bebida.

Notas de prova:
Nariz: manteiga cremosa, fumaça de turfa persistente em segundo plano.
Paladar: doce e arredondado, com chocolate amargo, alcaçuz, fumaça de turfa integrada.
Acabamento: limpo e doce com uma textura rica e um acabamento longo.


Engarrafado com 50% de ABV está sendo vendido com um preço aproximado de $ 124.99.


Fonte: whiskyintelligence.com

domingo, 19 de novembro de 2017

Highland vs Speyside: uma breve comparação

Este é um texto com foco nas regiões Highland e Speyside: as duas principais áreas de whisky na Escócia. Muitos guias de whisky falam sobre elas como tendo seu próprio estilo distinto, mas eles são bastante enganadores, principalmente por causa da enorme diversidade de estilos de whisky encontrados em ambas as regiões.

Muitas pessoas falam de maltes das Highland. O que dizer então do Inchmurrin, com acentuadas notas florais e de gramíneas?. Outros tentam dizer que Speyside é tudo sobre elegância e frutas macias. E os maltes carnudos e cheios de corpo como Craigellachie ou Mortlach? O fato é que ambas as regiões são capazes de produzir whiskies leves e elegantes, bem como bebidas ricas e cheias de corpo.

Todo mundo pensa em Speyside como uma região por direito próprio, mas tecnicamente, é uma sub-região das Highlands, o que explica por que algumas destilarias de Speyside escolhem rotular seu whisky como Highland, para citar Glenfarclas, Dalwhinnie e Macallan. Incrívelmente, os limites oficiais para as duas regiões só foram finalizados em 2009, apesar de muitas destilarias dentro delas serem ativas há 200 anos ou mais.

Quando se trata de números, Speyside ganha. Tem 51 destilarias em comparação com 36 nas Highlands, e também possui os três single malts escoceses mais vendidos:


Speyside reivindica também o whisky mais caro já vendido: um decantador de seis litros de Macallan 'M' que fez quase £ 400,000 em leilão em 2014. Também domina a produção escocesa de whisky single malt, representando quase dois terços dele e quase três vezes o tamanho de seu vizinho das Highlands:


Todavia, se você possui a tendência de beber apenas os whiskies de uma região ou de outra, Speyside ou Highland, saia da zona de conforto. Escolha a sua região favorita e estilo de whisky e experimente um whisky com as mesmas características, porém da outra região. A experiência será incrível.


Fonte: blog.thewhiskyexchange.com

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Um guia de iniciantes para o whisky canadense

Durante anos, os únicos whiskies canadenses que poderiam ser encontrados com maior facilidade eram os grandes nomes: Crown Royal e Canadian Club. Agora, outros rótulos querem ganhar sua fatia no mercado, como Pike Creek, Lot 40 e Wiser's 18 anos. Mas, o que exatamente é o whisky canadense?

O Básico

Em primeiro lugar, a ortografia: ao contrário de outros whiskies norte-americanos, não há “E” no whisky canadense. Mas isso é só curiosidade.

O que interessa mesmo é que o whisky canadense tem semelhanças e diferenças tanto com o whisky escocês como com o whiskey americano: é feito um mash, fermentado e destilado de maneira semelhante, mas podem ser maturados em barris usados, como na Escócia, e também usar uma grande variedade de grãos diferentes para criar sabores, como na América. O whisky resultante tem um perfil de sabor que pode ser posicionado entre o whisky de grão escocês e o centeio americano.


Blended whisky

Quase todo o whisky canadense é blended. Os produtores utilizam uma seleção de grãos, cevada, milho, centeio e trigo, mas em geral, cada um é fermentado, destilado e amadurecido separadamente. Estes são então misturados antes de entrar na garrafa. Isso dá muita flexibilidade ao criar whiskies, pois a destilaria pode focar no perfil de sabor que deseja logo no ato da mistura, ao invés de ter que projetar como o whisky será depois de anos.

Whisky básico e whisky aromatizante

De forma semelhante ao blended scotch whisky, existem dois tipos principais de espírito que são usados para criar a maioria dos whiskies canadenses: whisky básico e whisky aromatizante.

O whisky básico é destilado com um teor alcoólico bastante elevado, como o whisky de grão escocês, e é um espírito de sabor mais leve que age, como o nome sugere, como base.

O whisky aromatizante é normalmente destilado com um teor alcoólico mais baixo, criando espíritos mais fortemente aromatizados que são usados de maneira semelhante aos single malts em um blended escocês, adicionando camadas de sabor e caráter ao whisky base.

Também há destilarias que fazem experimentos de single malts em todo o país.

Single blends

Embora eles sejam normalmente blends, a maioria dos whiskies canadenses ainda são produto de uma única destilaria, um pouco como os chamados "single blends" na Escócia, um estilo raro de whisky, onde tanto o grão quanto o single malt são feitos na mesma destilaria. Embora cada produtor canadense tenha um estilo de casa, a variedade de diferentes grãos que eles usam significa que muitas vezes produzem uma maior variedade de versões diferentes do que a destilaria escocesa média.


Rye whisky


O centeio é um grão que adiciona camadas de sabor picante ao whisky. Nos primórdios da fabricação de whisky no Canadá, imigrantes alemães e holandeses sugeriram adicionar um pouco de centeio e tornou-se tão popular que agora é uma adição padrão no whisky canadense, não importa quanto centeio esteja na receita, os canadenses chamam seu whisky de “rye”. Em tempos mais recentes, o Canadá tornou-se conhecido pela produção de 100% de whisky de centeio.


Fonte: blog.thewhiskyexchange.com

domingo, 24 de setembro de 2017

Johnnie Walker lança os últimos whiskies da série Blenders' Batch


Johnnie Walker está lançando três novos whiskies experimentais da sua série Blenders' Batch para aficionados do whisky e amantes de coquetéis. Os whiskies de edição limitada estão sendo apresentados na final do Diageo World Class Bartender of the Year, na Cidade do México.

Todos os três novos blends, Johnnie Walker Blenders' Batch Wine Cask Blend, Johnnie Walker Blenders' Batch Rum Cask Finish e Johnnie Walker Blenders' Batch Espresso Roast, foram projetados para formar a base de coquetéis de whisky excepcionais e, no entanto, como todos os whiskies clássicos da marca, também podem ser apreciados diretamente sobre o gelo.

Os whiskies Johnnie Walker Blenders' Batch são o resultado de experiências ousadas que elevam os limites de sabor. Assim como o Johnnie Walker Black Label, que foi testado pela primeira vez em experiências de sabor há mais de um século e que passou a se tornar um verdadeiro ícone do Scotch, esses novos whiskys são criados por uma pequena equipe de 12 misturadores apaixonados e habilidosos, sob a orientação especializada do Master Blender Jim Beveridge.

Johnnie Walker Blenders' Batch Wine Cask Blend é o resultado de uma experiência de maturação em barricas de vinho iniciada por Beveridge há mais de uma década. É um Scotch excepcionalmente leve e frutado, cheio de baga fresca viva, sabores de caramelo doce e aromas fragantes e perfumados.

Johnnie Walker Blenders' Batch Wine Cask Blend será lançado a partir deste mês com um preço sugerido de venda de US$ 29,99.


Johnnie Walker Blenders' Batch Rum Cask Finish e Johnnie Walker Blenders' Batch Espresso Roast estará disponível a partir de outubro de 2017.


Fonte: whiskyintelligence.com

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Destilaria Jim Beam lança Jim Beam Vanilla


A destilaria Jim Beam anunciou oficialmente a mais recente adição ao seu portfólio de bebidas saborizadas, Jim Beam Vanilla. Jim Beam Vanilla mistura licor de baunilha de Madagascar com o bourbon clássico do Kentucky.

Continuando com uma tradição familiar de inovação e exploração de mais de 222 anos, os destiladores de Jim Beam atingiram o equilíbrio perfeito da sutil baunilha de Madagascar com notas de caramelo e o caramelo próprio do bourbon, produzindo um doce aroma de baunilha e uma cor marrom dourada. Bartenders com amostras iniciais do produto sugeriram a mistura de Jim Beam Vanilla com refrigerante de cola e um enfeite de cereja para dar cor e sabor extra.

O portfólio de whiskey aromatizado da Jim Beam continua a contribuir para um impulso positivo da marca após o lançamento do Jim Beam Apple em 2015. Segundo pesquisas, as vendas da Jim Beam registraram crescimento de 15% nos últimos 12 meses.

Produzido com 70 proof (35% ABV), o novo Jim Beam Vanilla oferece o equilíbrio perfeito de doces suaves de baunilha, notas de carvalho e notas de bourbon com um caramelo profundo. Jim Beam Vanilla junta-se ao portfólio de whiskey aromatizado existente da marca já no mercado, incluindo Jim Beam Apple, Jim Beam Kentucky Fire, Jim Beam Honey e Red Stag Jim Beam Black Cherry. Terá um preço de varejo sugerido de US$ 15,99 por 750 ml.



Fonte: whiskyintelligence.com