Whisky

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Desvendando Nº 10: Dewar’s White Label


John Dewar nasceu perto de Aberfeldy, em Perthshire, em 1806. Ao sair da escola, trabalhou como aprendiz de carpinteiro em Weem, e cinco anos depois retornou a Aberfeldy para trabalhar com seu irmão James em sua marcenaria. Dois anos depois, foi a Perth para trabalhar com seu tio James Macdonald em seu negócio de bebidas. Após a morte de MacDonald, em 1837, John se tornou um dos sócios e ali permaneceu até 1846, quando decidiu montar seu próprio negócio de vinhos e destilados em Perth.

A empresa cresceu e em 1860 contratou seu primeiro caixeiro-viajante. Em 1871, aos 15 anos, o filho mais velho de John (que tinha o mesmo nome) se juntou à empresa, para, oito anos mais tarde, se tornar sócio. John pai não estava bem nessa época e morreu em 1880, aos 74 anos. O filho assumiu o controle da companhia e pediu ao irmão mais novo, Thomas (Tommy), que à época trabalhava numa destilaria de Leith, que se juntasse a ele. Tommy se tornou sócio em 1885.


Os irmãos estavam prestes a transformar a pequena loja do pai em uma empresa pública. Tommy foi para Londres, para abrir escritórios; passou a viajar pelo mundo e documentou suas viagens de negócios no livro A Ramble Round the Globe (sem edição em português). A empresa foi agraciada pela rainha Vitória com o título real e o tem mantido desde então.

Ao ser comprada pela Bacardi, em 1988, a Dewar’s foi revigorada. A marca foi renovada e investimentos consideráveis foram feitos em todo o negócio. Produtos novos foram desenvolvidos, visando o crescimento do White Label, um dos blends escoceses que mais vendem nos EUA. O primeiro foi uma expressão de 12 anos, Special Reserve, seguida do engarrafamento 18 anos Fouder’s Reserve e de um ultra-premium conhecido como Signature.


O Dewar’s White Label foi criado pelo primeiro misturador da companhia, A. J. Cameron, em 1906. Há cerca de 40 tipos diferentes de whiskies de malte e grão em sua composição, e o puro malte Aberfeldy é o principal ingrediente. Outros single malts do grupo – Aultmore, Craigellachie, Royal Brackla e, em uma proporção menor, MacDuff – também são usados. Embora não esteja disponível em todas as partes do Reino Unido, sua presença é dominante nos EUA. Além disso, é importante em alguns mercados europeus e está em desenvolvimento na Ásia.

A Bacardi expandiu a distribuição global do Dewar’s e fez com que o perfil da marca crescesse ao intensificar os anúncios e o marketing. Os padrões da produção permaneceram altos, e alguns afirmam que houve uma melhora na qualidade do blend. Isso fez com que atingisse a quinta posição entre os blends mais vendidos no mundo.



O que pude perceber:
Aroma: malte, levemente defumado. Um pouco de mel e baunilha. Com um pouco de água fica um pouco mais adocicado, puxando para açúcar mascavo ao mesmo tempo que intensifica o aroma de malte. Apresentou mais um aroma de fundo, de especiarias, que eu não soube identificar quais. Após o whisky descansar um pouco no copo, dá para sentir bem mais o defumado. Este acréscimo de água liberou bem mais o esfumaçado do whisky. Acrescentando uma pedra de gelo ficou mais cítrico.
Paladar: leve dormência na boca. Final seco e um pouco prolongado. Não é amargo, pelo contrário, confirma na boca um pouco da doçura do mel sentido no aroma. A adição de um pouco de água deixou o whisky um pouco cítrico, mas também dá para sentir o sabor levemente esfumaçado. Continua o formigamento na boca e o retrogosto continua um pouco longo. Com gelo ficou mais fresco e mais suave. O ardor da boca diminui e sente-se o sabor de pera madura.

É um whisky levemente encorpado, não muito forte, mas agride um pouco com o álcool no início. É um daqueles que se deve achar o ponto certo para beber. Achando este ponto, torna-se uma bebida bastante saborosa e agradável, principalmente para aqueles que, como eu, apreciam um whisky um pouco defumado (na próxima matéria iremos falar um pouco sobre a turfa). É um whisky honesto, entrega o que se espera de um bom blend standard e tem um bom custo-benefício, podendo ser encontrado na faixa dos R$ 65,00. Encontrei o meu no Pão de Açúcar a R$ 39,99.


Dewar’s White Label

Blend Teor Alc 40%


Doce e urze no nariz. Levemente encorpado, fresco, com características de malte, algumas especiarias. Um final limpo e um pouco seco.









Saúde.

Post relacionado: Aberfeldy


Fontes: dewars.com, whisky de a a y, o livro do whisky

5 comentários:

  1. Excelentes considerações. O suficiente para me induzir a comprar e experimentar esse whisky. Estou começando a apreciar essa bebida tão saborosa! Num impulso comprei um Haig Supreme e me encantei! Veio uma segunda garrafa e agora vi esse Dewar's e espero que seja tão saboroso quanto o Haig Supreme!

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  2. Excelentes considerações. O suficiente para me induzir a comprar e experimentar esse whisky. Estou começando a apreciar essa bebida tão saborosa! Num impulso comprei um Haig Supreme e me encantei! Veio uma segunda garrafa e agora vi esse Dewar's e espero que seja tão saboroso quanto o Haig Supreme!

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  3. Bruno Silvã Machado. o Dewar's White Label é um excelente custo x benefício. Um whisky barato e de qualidade. Se você gostou do Haig, há grandes chances de não se arrepender com o Dewar's. Um abraço.

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  4. Faz um review do Ballantine's Finest, segundo uísque mais consumido do mundo e responsável direto por 85% das vendas do grupo Ballantine's. Seu maior mercado é o Sul da Europa e América Latina, sendo o Brasil um dos países que mais consome este blended. Me impressionei em achar este uísque até em Nova Iorque, em uma viagem que fiz pros Estados Unidos recentemente em novembro. Vale um review ao meu ver, tem muitos apreciadores. Abraços Michel!

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  5. Atendendo a pedidos, na próxima semana colocarei um review sobre ele. Um abraço e acompanhe.

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