Whisky

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

POST NÚMERO 100: dicas para espantar a ressaca no Carnaval

Com grata satisfação chegamos ao centésimo post. Isso não seria possível sem o feedback dos leitores. Muito obrigado pelo incentivo para continuar escrevendo. E o post número 100 não poderia ser outro senão um post de utilidade pública nesta época de festas. Previna-se.

Seu fígado processa 10 ml de álcool a cada hora. Isso significa dizer que ao beber uma latinha de cerveja (350 ml, com 5% de teor alcoólico), seu corpo tem que processar 17,5 ml de álcool. Uma dose de whisky (50 ml, com 40% de teor alcoólico), são 20 ml que seu corpo precisará processar. Duas horas para uma única dose. Vai fazendo as contas. 


A ressaca é justamente os resquícios do álcool no sangue. Para não sofrer com os excessos desse álcool, além de maneirar na dose, é preciso estar sempre hidratado. Quanto mais a pessoa bebe, mais desidratada fica - e maior será a chance de sucumbir à ressaca. Veja as dicas para escapar do mal-estar e ficar inteiro durante os quatro dias de carnaval.

Ressaca nada mais é que o corpo pedindo hidratação. O álcool inibe a produção do hormônio antidiurético, o que estimula a perda de líquido do corpo. É necessária uma ingestão média diária de dois a três litros de líquidos como água, sucos de frutas ou água de coco. 

Para evitar a dor de cabeça, é melhor se preocupar com a alimentação. Comer bem antes de começar a beber diminui a absorção do álcool pelo organismo. Abuse da gordura boa, encontrada em peixes, castanhas, azeite de oliva extravirgem e no abacate. A gordura ruim sobrecarrega o fígado.

Não coma nada gorduroso durante a ressaca. Para ficar bem e recuperar as energias perdidas, coma frutas e vegetais e inclua no cardápio carboidratos complexos como pão e biscoito de água e sal. São essas comidas que darão energia para processar as toxinas e o excesso de bebida. Evite ainda os alimentos de difícil digestão ricos em açúcar, leite, além de refrigerantes, preparações gordurosas e carnes vermelhas.

Pode misturar vodca, cerveja, cachaça, whisky? Poder pode. A ressaca não acontece porque se mistura diferentes tipos de bebida alcoólica. O que realmente importa é a quantidade e o teor alcoólico do que é ingerido.


Alimentos para dar a volta por cima: banana, abacate, castanhas e nozes, além do arroz, batata, grão de bico, feijão, lentilha e mel são alimentos que agem na produção de serotonina, um neurotransmissor que melhora o humor e ajuda a diminuir dores do corpo. Para acelerar a recuperação... chás. Hibisco, dente de leão e chá branco são excelentes desintoxicantes.

Acordou com a cabeça latejando? Antes de qualquer coisa, hidrate-se. Se quiser pode fazer uso de analgésicos ou remédios que prometem curar a ressaca. Prefira os que contenham ácido acetil salicílico e componentes revigorantes como a cafeína e o ginseng, que ajudam na metabolização do álcool no fígado.

Para dor de cabeça, alimentos como salmão, atum, chia e linhaça ajudam. Se ficar enjoado, o gengibre é bastante indicado para acalmar o estômago. Fica ótimo em sucos. E se açúcar é proibido, aposte no mel. Ele tem açúcar natural (frutose) que é absorvido rapidamente pelo organismo.

Suco de tomate pode ser uma boa pedida. O tomate possui propriedades antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres gerados a partir da ingestão de álcool.

Invista no detox. Misture couve, que elimina as toxinas do álcool, com pedaços de maçã, fruta de ação antiinflamatória, e finalize com suco de limão, que além de fonte de vitamina C, também auxilia no processo de ativação de enzimas hepáticas voltadas para detoxificação.


Por fim, dormir é preciso. Falta de sono causa irritação, cansaço, sonolência e instabilidade emocional.


Bem pessoal, espero que estas dicas ajudem. Eu mesmo vou seguir. Aproveitem o carnaval, sem excessos. Lembrem-se: beba com moderação e se beber, não dirija.


Fonte: gq.globo.com

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Blends


Um blended whisky, ou simplesmente blend, é uma mistura de um whisky Single Malt ou mais com um Single Grain ou mais. Também podem ser fabricados com uma seleção composta apenas de Single Malts, também chamados de Puros Maltes ou ainda Vatted Malts.

Os primeiros blends foram produzidos por volta de 1853, por Andrew Usher, um comerciante de whisky de Edimburgo. Seu Old Vatted Glenlivet costuma ser citado como o primeiro blend. Charles Mackinlay e W. P. Lowrie também foram pioneiros, assim como muitas casas do ramo bastante conhecidas hoje, como Johnnie Walker, Dewar’s e Buchanan’s. Isto só foi possível graças ao alambique contínuo, inventado por Aeneas Coffey, e às mudanças legislativas que permitiram a prática do blending com incidência posterior do imposto. O aumento do prestígio dos blends também se deve, em grande parte, ao colapso da produção de conhaque na França, resultado da infestação de filoxera nas vinhas europeias na década de 1880. O whisky passou a ser cada vez mais consumido, no lugar do conhaque.

O advento do blending também foi o que garantiu o sucesso do whisky escocês. Os consumidores logo trocaram o whiskey irlandês e os single malts, muito variáveis e de sabor forte na época, pelos blends, mais leves, baratos e palatáveis. A nova técnica propiciou uma nova consistência na qualidade da bebida: com a mistura, sempre se consegue formar um whisky que mantenha seu sabor e características ano a ano, independentemente de variações dos componentes.

A importância dos blends é tão grande que destilarias foram compradas ou criadas somente para atender bebidas populares como o Johnny Walker Red Label, feito a partir do malt whisky da Cardhu, o Johnny Walker Black Label a partir do malt da Talisker, o Ballantine’s associado a Ardbeg, o Dewar’s associado a Aberfeldy, o White Horse a Lagavulin, o Teacher’s a  Ardmore...

O segredo de casar esses puros maltes com outros do mesmo tipo, ou até com alguns whiskies de grão, para criar um conjunto harmônico, é dever dos mestres misturadores. A recriação da essência de um blend em cada garrafa é uma tarefa difícil. Os aromas, o paladar e a textura de uma mistura só podem ser gravados na memória, e não em uma amostra de referência. Por isso, os Master Blenders são figuras importantes no mercado da destilação. São mestres em seu ofício, com olfato e paladar apurados e habilidade de criar excelentes combinações a partir de uma grande variedade de whiskies.


Entretanto, em virtude da “moda” criada pelos apreciadores de single malts, muitas vezes os whiskies blended são tratados com desdém. Isto é ilógico, uma vez que a mistura exige, como mencionado, toda a perícia do Master Blender. E mais, sem a indústria dos blends, os single malts não teriam sobrevivido, já que 96% de todo o estoque é destinado às misturas.

Hoje, mais de 90% dos whiskies escoceses são blends. Marcas como Johnnie Walker, Chivas Regal, Dewar’s, Ballantines e Cuty Sark dominam o mercado. No Reino Unido, The Famous Grouse e Bells concorrem pelo primeiro lugar.


Curiosidades:
Os blends populares, mais em conta, levam 70% de Grain Whisky, os melhores e mais caros limitam-se a 30% de Grain Whisky, sendo o restante de Malt Whisky.

É comum na Escócia as destilarias trocarem whiskies entre si para compor os seus blends. Esta prática, porém, não é adotada no Japão, onde cada destilaria produz uma gama enorme de whiskies para seus próprios blends.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Glenglassaugh divulga raro Single Malt de 51 anos

A Destilaria Glenglassaugh está extremamente orgulhosa de lançar um suntuoso single malt de 51 anos.  

Esta complexa e sofisticada bebida é extremamente rara e única. Engarrafado com a força do barril, não filtrado a frio e sem coloração adicional, este é verdadeiramente um whisky excepcional.

Especialmente selecionado pelo Mestre Destilador Billy Walker, o whisky rico e saboroso é de 1963 e foi amadurecido em armazéns costeiros em Portsoy por mais de 51 anos. Destilado e colocado no barril nº 3301 em 15 de fevereiro de 1963, este é um dos mais antigos barris em estoque da Glenglassaugh e brilhantemente captura as características costeiras únicas das Highlands.

Fundada em 1875 pelo empresário local James Moir, a destilaria Glenglassaugh estava desativada há mais de 20 anos, em silêncio e esquecida até que a produção foi reiniciada em 2008. Ela foi comprada pela BenRiach em 2013 e o caráter frutado distintivo do seu whisky é amado por todos que o conhecem.

O Mestre Destilador Billy Walker disse: "Nós herdamos um pouco de whisky extraordinariamente bom da Glenglassaugh. É um verdadeiro tesouro e o 51 anos é o mais velho engarrafamento já lançado pela Glenglassaugh ... e é de qualidade inacreditável. "É um maravilhoso Glenglassaugh, sedoso, com equilíbrio sublime de frutas e ervas que se misturam sedutoramente com notas de carvalho surpreendentemente refinadas. Simplificando, é a elegância em pessoa."

Cor:  mogno rico.
Nariz:  profundidade fascinante e camadas que se desenvolvem a partir de figos e calda de ameixa, damasco delicado e notas de amora. Carregam um aroma sutil de chocolate belga e notas intrigantes de café torrado.
Paladar:  exclusiva suavidade e ainda assim encorpado, promove uma sinfonia complexa de frutas vermelhas, com toques de melado e uma pequena influência de ervas. Cravo, creme de cerejas e um suave carvalho apimentado adicionam uma sofisticação memorável para este raro vintage.
Acabamento: a raridade da safra espelha as características únicas deste whisky. Combinando muitas facetas, com sua natureza em constante mudança, o estilo e a elegância deste whisky raro são para ser saboreados.

O Glenglassaugh 51 anos vem em uma bela caixa de madeira, feita à mão, na Escócia. Cada garrafa também é numerada à mão e vem com um certificado de autenticidade assinado por Billy Walker.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Maker's Mark produzirá garrafas especiais para os fãs do New England Patriots

A Maker´s Mark continuará sua tradição anual de produção de garrafas especiais para os fãs da equipe vencedora do Super Bowl, que ocorreu na noite do último domingo entre New England Patriots e Seattle Seahawks. 6.000 garrafas caracterizadas com um mergulho em cera vermelha e azul, cores do New England Patriots, vencedor do Super Bowl XLIX,  estarão disponíveis nas próximas semanas, de acordo com a gerente global da Maker’s Mark, Gigi Dadan. Ela confirmou que as garrafas estarão disponíveis inicialmente em Massachusetts e Rhode Island.

As garrafas deverão ser semelhantes as mostradas em um post no Twitter (na foto à direita) antes do jogo de domingo com a frase "Tudo se resume a isto ..." Assim como as tradicionais, as garrafas comemorativas estão sendo produzidas na Destilaria Maker’s Mark em Loretto, Kentucky.
Enquanto o lançamento anual é muito procurado pelos fãs da equipe vencedora de cada ano, o lançamento mais colecionável ​​da série é provavelmente a garrafa de 2013, com cera preta e roxa em homenagem a vitória do Baltimore Ravens’  naquele ano. Essas garrafas foram preenchidas durante o breve período em que a destilaria havia reduzido a graduação alcoólica de engarrafamento, de 45% ABV para 42%, antes de inverter a decisão após protestos de consumidores.



Fonte: whiskycast.com

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Desvendando Nº 16: Jura Origin 10 Anos


Jura é uma remota ilha localizada na costa oeste da Escócia, na ligação principal entre Islay e o continente. Lar de mais espécies de cervos do que humanos, abriga uma comunidade pequena de apenas 185 habitantes, os Diurachs (do gaélico, pessoa natural de Diura - Jura). A destilaria, fundada em 1810, localiza-se no coração da ilha e produz um eclético mix de single malts, sofisticados e suaves. O clima ameno, a sua localização privilegiada, a água pura e a brisa marítima são contribuições importantes para o sabor característico de suas bebidas. Muito orgulhosos de sua terra, repleta de mitos, lendas e superstições, os Diurachs mantêm as suas tradições contadas e recontadas por gerações até hoje, reforçando todo o misticismo da ilha.

Não resta dúvida de que o whisky deve ter sido parte do ritmo da vida de Jura por séculos antes de uma destilaria ser construída. Antes disso, ao que se diz, a destilação na ilha ocorria numa caverna nas redondezas.

O grande proprietário de terras da época, Archibald Campbell, percebeu que podia fazer dinheiro ali. Em 1810 construiu a destilaria Small Isles. A destilaria não prosperou e uma sucessão de proprietários não conseguiu leva-la adiante.

No início da década de 1960, a população de Jura tinha caído para 150. Na tentativa de trazer pessoas para a ilha e impulsionar sua economia, dois proprietários de terra, Robin Fletcher e Frank Riley Smith decidiram que uma nova destilaria seria a resposta.


Em 1963, uma destilaria moderna, com alambiques enormes, foi criada para produzir um destilado levemente turfado no estilo das Highlands. Isso não apenas levou 100 pessoas para Jura, fez também o negócio prosperar até hoje.

Quanto à bebida, seu perfil mudou bastante desde quando a destilaria foi reativada. O malte forte e fenólico do passado desapareceu. Ao empregar os enormes alambiques para criar um estilo de spirit mais limpo, a Jura produziu um whisky de malte mais macio.

A produção principal da destilaria Jura consiste do Superstition e expressões de 10, 16, 18 e 21 anos. Hoje pertence ao indiano Vijay Mallya, dono da White & Mackay, proprietária da Jura.
O que pude perceber:
Aroma: maltado, picante, condimentado, porém leve. Este foi um whisky que precisou de um pouco de água para revelar seus aromas. Adicionando a água, ficou mais doce e sobressaiu o aroma de malte. A água realmente fez a diferença, deixando-o mais perfumado, mais agradável, mais macio e suave. Com gelo, os aromas se fecham novamente, mas mantém o aroma maltado.
Paladar: sabor de carvalho com notas de mel. Um pouco picante, deixando sobressair  as especiarias. Possui um final que vai esquentando a boca, até deixar um delicioso gosto de mel no final longo e seco. Com água continua o gosto de mel e agora também de chocolate meio amargo. As especiarias ainda estão presentes. Com gelo, o gosto de mel muda para o de açúcar mascavo.

Envelhecido em cascos ex-bourbon por 10 anos, este whisky me intrigou desde o início. Difícil foi identificar suas notas. Sentia algo conhecido, mas não conseguia descrever o que era. Madeira, amêndoas, um pouco picante, mas bem suave. Puro, ele não quis se revelar por completo. Bastou acrescentar um pouco de água e os aromas explodiram. Coloquei uma pedra de gelo e ele se fechou novamente, como que se escondendo. Muito interessante esta reação, whisky bastante complexo. É para ser apreciado com um pouco de água para poder aproveitar a sua totalidade. Pode ser encontrado nas lojas especializadas ao preço aproximado de R$ 139,00. É um excelente custo/benefício.


Curiosidades:

Na parte dianteira da garrafa está inscrito o símbolo celta do nascimento, começo e as forças da natureza. Significa o renascimento da destilaria.

Jura é a palavra norueguesa para cervo, abundante na ilha.


Jura 10 Anos Origin

Single Malt: Ilhas Teor Alc 40%


Um malte das ilhas bastante picante, cuja qualidade parece ter melhorado nos últimos anos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Começa a construção da nova destilaria Macallan

Foram iniciadas as obras de construção da nova destilaria Macallan, perto de Craigellachie, Escócia. Foram previstos para o projeto cerca de 100 milhões de libras (US $ 168 milhões de dólares) com conclusão prevista para 2017.

O novo centro de visitantes da destilaria será construído ao lado da destilaria Macallan atual, que será desativada quando a nova destilaria entrar em operação, e mantida em reserva para uso futuro, se necessário. Os arquitetos baseados em Londres  Rogers, Stirk, Harbour e Partners projetaram o novo complexo, com grande parte da instalação a ser localizada abaixo do nível do solo e coberto com montes, de forma a imitar a paisagem circundante. 


"Estamos no bom caminho, é extremamente emocionante", disse o diretor de maltes da Edrington, Ken Grier, durante uma entrevista em Nova York." A grande notícia sobre o whisky é que ele vai ser tão bom, se não melhor, do que sempre foi. Todo o trabalho que temos feito tem sido posto em prática para preservar a boa qualidade que temos, mas vamos ter um lugar que será a inveja de todos no mundo."

A nova destilaria será capaz de produzir 15 milhões de litros de álcool por ano, em comparação aos 9,5 milhões da destilaria atual.

Fonte: whiskycast.com

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Barris de Sherry - parte 2: o que é um barril de sherry?

Hoje em dia, a grande maioria dos barris de sherry usados para amadurecer Scotch Whisky são construídos especificamente para a indústria do whisky. Eles ainda são construídos da mesma forma que um barril de sherry tradicional, seja para amadurecer Sherry num solera ou para transporte em todo o mundo. No entanto, nem todos os cascos são iguais, e há uma série de escolhas feitas durante a sua criação.

A primeira escolha é o tipo de carvalho para ser utilizado. A divisão usual de tipos de carvalho no mundo do whisky é em dois campos: americanos e europeus. É uma boa simplificação, mas carvalho europeu é uma complexa bagunça de diferentes tipos de madeira.

Variação dos grânulos
Em geral, a principal diferença entre carvalho europeu e norte-americano são os grânulos. Carvalho americano tem muitos grânulos largos, o que o leva a fornecer muito sabor, mas com foco na baunilha / coco / espectro mais doce de fruta fresca. Carvalho europeu possui uma granulação muito mais apertada, o que dá sabores mais escuros e mais picantes, com taninos amargos, frutas secas e notas cítricas caramelizadas.

Nos EUA, o carvalho é bastante consistente - árvores retas agradáveis ​​com poucos nós e que são perfeitas para fazer pranchas. Carvalho europeu é bem diferente - muito variável em todo o continente e famoso por ser bastante deformado, com muitos nós e inconsistências. Isso não significa apenas que cada árvore será muito diferente, mas também há muito mais resíduos ao fazer barris de carvalho europeu - cerca de 40% do total na tanoaria.

O processo de fabricação do barril começa com o descanso da madeira - que permite que seque de forma a que possa ser trabalhada. Chega como pranchas, que são então empilhadas e deixadas em repouso durante um tempo que pode levar meses ou anos, dependendo do tipo de madeira. Geralmente, carvalho Europeu precisa descansar por menos tempo do que o americano.

Dos verões quentes e ensolarados do litoral sul espanhol para os invernos frios e secos da Ucrânia, o clima da Europa está longe de ser consistente. Enquanto os EUA têm uma variação semelhante, na Europa, a influência é amplificada no carvalho que cresceu. Os diferentes tipos de carvalho também aparecem em lugares distantes.

Carvalho europeu não é somente um tipo de carvalho, é uma mistura que tem acontecido ao longo dos anos. Devido às maravilhas da polinização selvagem e agricultura deliberada, encontra-se ocasionalmente um estilo mais Russo de carvalho aparecendo em florestas de carvalho francês, e toda a árvore tem de ser tratada por seus próprios méritos. Enquanto cascos de carvalho espanhol são tradicionalmente bons em proporcionar sabor aos espíritos, outros podem não funcionar tão bem, o carvalho ucraniano é como concreto, ótimo para armazenamento, mas ruim para o amadurecimento de whisky.

Depois do carvalho ter repousado, ele precisa ser transformado em aduelas, os pedaços de madeira que compõem o barril. As pranchas são cortadas à medida e inspecionadas, e aduelas com muitos nós ou inconsistências são descartadas. As aduelas são planas e retas, neste ponto, bem diferente das peças curvas necessárias para construir um barril, que serão transformadas no próximo estágio do processo.


Em primeiro lugar, o tanoeiro forma uma tenda “quase-pipa”, com as aduelas presas em conjunto por bandas de metal. O barril é então posicionado sobre chamas, alimentadas pelos varais rejeitados, e então é tostado. De tempos em tempos, água é jogada dentro do tonel para criar vapor e suavizar a madeira. Um par de cabos são ligados em torno da base do barril e, quando a madeira é suficientemente macia, guinchos são ligados, apertando o laço do cabo, puxando as aduelas em conjunto, e dobrando-as para a forma correta. Mais bandas de metal são marteladas, as cabeças são instaladas, e o barril é deixado para descansar antes de ser utilizado.

Próximo post: como eles são usados?



Fonte: thewhiskyexchange.com