Whisky

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sábado, 19 de maio de 2018

Desvendando Nº 76: Hibiki 12 Anos



Para comemorar o World Whisky Day de 2018 o review de hoje será de um whisky que eu considero um dos melhores blends que já bebi. Os escoceses que me perdoem, mas trata-se de um whisky japonês.

O whisky japonês, como o scotch, desenvolveu-se nos blends. Mesmo hoje, com um boom no whisky de malte entre a nova geração, são os blends que respondem pela maior parte das vendas. Embora os mecanismos do blending sejam os mesmos da Escócia, o Japão, com seu clima e sua cultura, ditou qual deveria ser o estilo de seus blends.

A fortuna de Shinjiro Torii, dono da Suntory, foi construída sobre whiskies blended, que usam como base malts de Yamazaki e Hakushu. Blends de primeira linha foram desenvolvidos e entre eles encontra-se o Hibiki. Esta linha foi lançada em 1989 para comemorar o 90º aniversário da empresa e no início dos anos 2000 contou com um novo integrante, uma variação de 12 anos que contém whiskies filtrados com carvão de bambu e um malte que foi envelhecido em barris de licor de ameixa.


O que pude perceber:
Características: âmbar, médio corpo.
Aroma: bastante frutado, com laranjas, torta de maçã, geléia de frutas e ameixas. Abacaxi, framboesa, banana. Dá para sentir um mel, algo floral e canela. Com um pouco de água fica bastante fresco, com menta e chocolate. Especiarias, algo como noz-moscada. O frutado continua dando o tom, agora aparecendo manga, ameixa, abacaxi e um fundinho de limão.
Paladar: sedoso, cereais, amadeirado. Leve, suave e doce, com um pouco de baunilha. Acrescentando um pouco de água continua bastante frutado e cítrico, com um pouco de baunilha e um floral. Surge também um pêssego e uma leve picância. Equilibra bem as especiarias com maçã e cereais. Possui uma finalização longa e doce.


É um blended composto por whiskies envelhecidos em diversos tipos de barris, ex-bourbon, ex-xerez, mizunara (carvalho japonês) e inclui ainda barris de licor de ameixa do tipo umeshu, uma ameixa japonesa. O que o torna um produto único. Além disso, possui uma curiosidade: assim como é feito com o Jack Daniel's, o Hibiki também é filtrado em carvão, só que de bambu, o que dá uma suavidade maior ao whisky.

A garrafa já é um charme à parte, mais parecendo um frasco de perfume. Multifacetada, possui 24 lados representando as 24 estações do antigo calendário japonês e sua ressonância, “hibiki” em japonês.

Blended que, quando disponível no Brasil, poderia-se dizer que era um dos melhores e um dos meus favoritos. Seu sabor é incrível e em nada lembra os blends tradicionais por que não traz aquele gosto de whiskies de grãos característico. Também não apresenta nada de álcool, tanto no aroma quanto no paladar. Um exemplar fantástico.

Incluindo maltes das destilarias Hakushu e Yamazaki e grãos da destilaria Chita, infelizmente, por falta de estoques destes whiskies, foi descontinuado. Ainda é possível achar uma ou outra garrafa de Hibiki 12 anos, a preços exorbitantes. Em seu lugar, encontra-se mais facilmente e com preço mais acessível, o Hibiki Japanese Harmony.




Hibiki 12 Anos

Blended Japão Teor Alc 43%

Olfato similar à ameixa, ao abacaxi e ao limão. Depois ao fudge e ao carvalho fresco. É doce e grosso na língua, com final similar ao mentol.






sexta-feira, 18 de maio de 2018

Quão jovem pode ser um whisky? O tempo de maturação em alguns países



Vamos começar com a parte fácil. Se um whisky tiver uma declaração de idade, deve referir-se à idade do whisky mais jovem usado naquela garrafa. Em outras palavras, todos os whiskies de malte e grãos usados em um whisky Blended Scotch de 12 anos devem ter pelo menos 12 anos de idade. No entanto, não há exigência de que um whisky tenha uma declaração de idade, com uma exceção notável.

Os Estados Unidos exigem que qualquer whiskey de fabricação norte-americana amadurecido por menos de quatro anos divulgue esse fato com uma declaração de idade no rótulo. Mais uma vez, a exigência estipula que a idade divulgada se refere ao whiskey mais jovem em uma garrafa específica. No entanto, as declarações de idade são completamente opcionais para qualquer whiskey com mais de quatro anos de idade. A lei também exige que o whiskey seja amadurecido em barris de carvalho, embora os específicos variem dependendo se estamos falando de Bourbons, whiskeys de centeio, whiskeys de trigo e whiskeys de malte (que devem ser envelhecidos em barris novos) ou outros tipos de whiskey, que podem ser envelhecidos em barris usados.

No entanto, essa lei não diz quanto tempo um destilador deve amadurecer o espírito em um barril para chamá-lo de whiskey nos Estados Unidos. Teoricamente, pode-se encher um tonel novo com álcool, despejá-lo cinco minutos depois, e legalmente chamá-lo Bourbon, assumindo-se que atendeu a todos os outros requisitos. No entanto, isso é muito ineficiente e caro, já que os barris de Bourbon só podem ser usados uma vez. É também uma das principais razões pelas quais os EUA têm esse requisito de divulgação de idade para menos de quatro anos, enquanto quase todos os outros países exigem que o espírito amadureça por pelo menos três anos antes que possa ser legalmente chamado de “whisky”.

De onde vieram esses requisitos, já que os primeiros destiladores não eram conhecidos por sua paciência em esperar que seu whisky amadurecesse? Na Escócia e na Irlanda, a primeira exigência mínima de envelhecimento foi imposta em 1915 com o Immature Spirits Act do Reino Unido e seu padrão mínimo de dois anos. Não demorou muito tempo para o parlamento elevar a medida, com uma mudança para três anos imposta um ano depois, de acordo com Charles MacLean em seu livro Miscellany of Whiskey.

Com relação aos whiskeys canadenses, segundo Davin de Kergommeaux em Canadian Whiskey: The Portable Expert, em 1887 a lei impunha um período de maturação mínimo de um ano para os whiskeys e foi dobrada para dois anos em 1974. No entanto, o padrão atual de três anos foi promulgado em 1980, o que significa que ainda se pode encontrar whiskey que foram feitos sob os antigos requisitos.


Fonte: whiskycast.com

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Brasil comemora 110 anos do Striding Man da Johnnie Walker



Para marcar o 110º aniversário do Striding Man, a Johnnie Walker Brasil está lançando uma coleção de embalagens históricas de edição limitada e realizando uma série de eventos em todo o país.
Poucas marcas no mundo têm um ícone tão famoso e reconhecível quanto o Johnnie Walker Striding Man. Com isso, a marca está animada em dar vida a este símbolo centenário através de uma série de ativações criativas no Brasil nos próximos meses.
John Walker estabeleceu seu negócio em 1820. Em 1908, John Walker & Sons contratou o artista e cartunista Tom Browne para criar um ícone para seu whisky. O desenho original de Browne, retratado na primeira garrafa, fez sua estréia em 2 de dezembro daquele ano.
A campanha totalmente integrada que marca o 110º aniversário do Striding Man no Brasil incluirá:
Uma edição limitada retrô de 150.000 garrafas disponíveis em 1200 pontos de venda em todo o país. A edição incluirá embalagens icônicas inspiradas nos anos de 1908, 1929, 1970, 1996 e um novo pacote para 2018.
1908 (Johnnie Walker Red Label) inspirado no art nouveau
1929 (Johnnie Walker Red Label) referenciando pintura a óleo
1970 (Johnnie Walker Black Label) inspirado na cultura pop
1996 (Johnnie Walker Black Label) relembra a era da TV e do VHS
Edição comemorativa de 2018 (Johnnie Walker Gold Label Reserve)
Uma promoção em mais de 400 bares, na qual os consumidores podem ganhar ímãs colecionáveis de aniversário de 110 anos e ter a oportunidade de ganhar as garrafas completas da coleção de edição limitada.
Intervenções urbanas nas cidades de São Paulo e Recife através de uma série de eventos surpresa.
Uma experiência de realidade aumentada trazendo à vida o Striding Man e permitindo que os consumidores interajam com ele pela primeira vez. Isso estará disponível por meio do aplicativo Keep Walking BR em smartphones ou tablets, apontando a câmera do dispositivo para o logotipo Striding Man. O aplicativo também inclui informações e mapas sobre as diferentes atividades promocionais que acontecem em São Paulo.
Em maio, uma animação mostrando toda a evolução do Striding Man com várias datas marcantes será lançada on-line e em uma gigantesca tela digital de 10 metros no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A instalação incluirá um sensor de movimento permitindo que o Striding Man caminhe ao lado das pessoas que passam em frente ao painel. O Striding Man também será projetado na fachada dos shoppings JK de São Paulo e Recife.
Como parte de sua campanha de segurança viária responsável pelo consumo de álcool #HojeNãoDirijo, Johnnie Walker fornecerá 1.000 milhas de táxis gratuitos durante os fins de semana em abril e maio, por meio do aplicativo 99 Taxi. Nos últimos 10 anos, Johnnie Walker doou mais de 4 milhões de quilômetros de táxis gratuitos para consumidores no Brasil através da campanha #HojeNãoDirijo.


Fonte: whiskyintelligence.com


terça-feira, 15 de maio de 2018

Destilaria Glenlivet explora novas fronteiras com o lançamento de expressão finalizada em Cognac



A Glenlivet está pronta para reafirmar suas credenciais com o lançamento de uma nova expressão contemporânea, Captain's Reserve, um single malt finalizado seletivamente em barris de cognac de alta qualidade. O lançamento está definido para empurrar as fronteiras do scotch moderno através da combinação de um barril distinto.

Captain's Reserve é o resultado da experimentação do sabor do Glenlivet e do barril utilizado. Esta combinação do sabor intenso e rico em passas do Cognac com as notas cítricas e suavidade cremosa do The Glenlivet oferece aos consumidores a oportunidade de ampliar seu repertório de single malts. A nova experiência de sabor também estimula novos consumidores a explorar a próspera categoria dos single malts, que é uma das categorias de destilados de mais rápido crescimento globalmente, e espera-se que continue seu crescimento em + 6%.

Esta nova expressão, que será parte da gama Glenlivet, é uma homenagem ao capitão William Smith Grant, bisneto de George Smith, fundador do The Glenlivet. O capitão não só lutou na Primeira Guerra Mundial na França, mas depois passou a lutar por The Glenlivet, guiando a marca durante os difíceis anos da Lei Seca e liderando o renascimento do whisky escocês no Reino Unido e nos EUA. Esta história única é trazida à vida através do Captain's Reserve, unindo o single malt de Speyside e os ricos sabores opulentos do cognac.

Os consumidores de single malt estão cada vez mais se aventurando e procurando explorar novos perfis de sabor e acabamentos na categoria. Uma pesquisa mostra que o consumo global de cognac deverá aumentar em cerca de 2 milhões de cascos até 2021. Ao introduzir os barris de cognac no processo de maturação, a Glenlivet foi capaz de capitalizar a popularidade desse sabor e adicionar outra dimensão ao portfólio de renome mundial. A influência do barril de cognac trará uma riqueza real ao estilo suave e frutado do The Glenlivet que, espera-se, os entusiastas dos single malts irão gostar.

Captain's Reserve está disponível globalmente com um preço sugerido de venda variando de £ 45-48.

Notas de Prova do Capitain's Reserve:
Nariz: aromas doces e frutados. Rico em mel e geléia de damasco, com notas de pão doce de canela e uma sensação sutil de alcaçuz picante.
Sabor: sabores suculentos de tangerinas em calda, peras grelhadas maduras e passas com cobertura de chocolate.
Acabamento: incrivelmente suave e delicioso.


Fonte: whiskyintelligence.com

sábado, 12 de maio de 2018

Desvendando Nº 75: Tomatin 12 Anos



Tomatin significa “Colina dos Zimbros” em gaélico, o que descreve seu belo cenário nas Montanhas Monadhliath.

Com 23 alambiques e uma capacidade de 12 milhões de litros, a Tomatin foi o colosso da indústria de whisky de malte. Em 1974, ofuscou até mesmo a Glenfiddich, que continua com capacidade para 10 milhões de litros. Ela se tornou a maior destilaria da Escócia e perdia apenas para a destilaria Hakushu no Japão.

A Tomatin foi fundada em 1897 e levou um tempo para virar gigante. Seus dois alambiques foram aumentados para quatro em 1956. Em seguida, a expansão foi rápida até chegar ao auge, na década de 1970. A Tomatin lutou como uma destilaria independente até 1985, mas um ano depois a casa foi vendida para dois de seus clientes de longa data, Takara Shuzo e Okara & Co., tornando-se a primeira destilaria escocesa em mãos japonesas.


Com 11 alambiques a menos, a produção foi reduzida para 5 milhões de litros. Mesmo assim, é atualmente a segunda maior destilaria da Escócia, sendo ultrapassada pela Glenfiddich. É também uma das destilarias mais altas da Escócia, situando-se a 312 metros acima do mar.

Seus alambiques possuem boil balls integrados nos gargalos, com cintura estreita, para estimular o refluxo. A destilaria também possui sua própria tanoaria, onde tonéis são feitos e mantidos por tanoeiros. O whisky Tomatin é maturado principalmente em tonéis de carvalho americanos, previamente usados para bourbon, com algumas pipas de jerez para conferir uma nota de jerez aos maltes.

Como destilaria de grande porte, a Tomatin desenvolveu um malte abrangente, capaz de atender aos inúmeros blends. Não é o mais complexo nem o mais assertivo dos malts, embora seja bem mais saboroso do que se imagina. Para o iniciante que deseja passar dos single malts mais leves para uma bebida mais marcante, experimentar o Tomatin vale a pena.


O whisky campeão de vendas da Tomatin é o padrão 12 anos. As expressões 18 e 25 anos fazem parte da produção principal, enquanto versões mais envelhecidas e vintages específicos são lançadas esporadicamente.

O que pude perceber:
Características: dourado, cremoso, encorpado.
Aroma: malte, terra molhada, chocolate meio-amargo, amadeirado, amendoado, cereais, frutado, passas, pera e frutas vermelhas. Não há evidência de álcool apesar dos 43% ABV. Além de um certo aroma herbal, possui também frutas cítricas, mel e açúcar mascavo. Com água libera notas de maçã, malte e nozes. Terra molhada, cereais, açúcar mascavo, frutas cítricas, abacaxi e especiarias leves.
Paladar: bastante fresco, nota-se mel, açúcar mascavo, amadeirado, malte, frutado, pera, maçã, frutas secas, ameixas e uma leve picância. Com um pouco de água, sabor herbal, frutas brancas, como maçã e pera, mel e baunilha. Ficou um pouco mais picante, principalmente na finalização, onde deixou a boca um pouco dormente.


Bem sedoso e prazeroso. Experimentei na companhia do amigo Alexandre Tito, grande conhecedor e colecionador de whiskies. Na ocasião, ele levantou a questão de que este whisky se parecia com outro, bem famoso. Então fomos tirar a prova e compará-los. E realmente ambos se parecem muito. Estamos falando do Glenfiddich 12 anos. A semelhança é incrível. Acho que a competição no tamanho e capacidade das destilarias influenciou inclusive no sabor. 

Whisky muito fácil de beber e de um excelente custo x benefício. Uma garrafa para se ter sempre no bar e um verdadeiro curinga. A única diferença gritante em relação ao Glenfiddich, na minha opinião, é a finalização, que no Tomatin é bem picante. Maturado em barris ex-bourbon e ex-jerez, talvez deste último barril venha a sua picância.




Tomatin 12 Anos

Single Malt: Terras Altas Teor Alc 43%

Um malte com o estilo de Speyside, suave, macio e centrado.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Mais antiga garrafa conhecida de Glenfarclas volta para casa



A J. & G. Grant ficou emocionada ao receber em casa o que eles acreditam ser a mais antiga garrafa fechada de Glenfarclas que ainda existe. A garrafa recentemente redescoberta é de 1920, a mais antiga que se conhece, tornando-se uma adição muito importante ao arquivo da Glenfarclas.

No fechamento da Destilaria Gartloch, em 1920, a garrafa foi apresentada ao seu gerente Stephen Dowell. Fora mantida pelo Sr. Dowell até 1947, depois passada para a filha. Ela então passou para o Sr. Hugh Taylor, o marido de sua sobrinha, em 1988, depois que fora descoberta envolvida em uma toalha de chá na parte de trás do armário da lavanderia. Manteve-se até recentemente, quando sua família entrou em contato com Glenfarclas.

A garrafa chegou na destilaria durante um almoço em abril, quando John Grant pôde inspecioná-la pessoalmente pela primeira vez. Uma série de características na garrafa significava que ele não tinha absolutamente nenhuma dúvida sobre sua autenticidade. Nos dias atuais, em que várias garrafas supostamente daquela época estão se tornando falsas, essa definitivamente é verdadeira. John ficou muito feliz em encontrar esta garrafa contendo whisky da época de seu avô e devolvê-la para seu lar espiritual. A garrafa ficará em exibição no centro de visitantes da Glenfarclas.





Fonte: whiskyintelligence.com

sábado, 5 de maio de 2018

Desvendando Nº 74: Glen Deveron 10 Anos



A destilaria Macduff foi construída durante a onda otimista dos anos 1960, quando os destiladores não davam conta de atender à procura. Tem uma aparência industrial em comparação com as destilarias mais refinadas em termos arquitetônicos, construídas na mesma época. Seu interior despojado, livre, tem sido no geral refletido em seus whiskies. Eles também eram puros, despojados, whiskies com gosto de malte. De certa maneira, continuam assim, mas o 10 anos, reformulado em 2002, e atualmente o principal produto da destilaria, apresenta também forte influência de madeira.


O single malt tem o nome de Glen Deveron, que vem de sua fonte de água, o rio Deveron, no leste de Speyside. Grande parte do malt era usada em blends, especialmente da William Lawson, cujos proprietários compraram a destilaria em 1972. Desde então, foi vendida duas vezes, aumentou o número de alambiques para cinco e agora pertence à Bacardi. Várias indicações de idade são produzidas e há ocasionais engarrafamentos com o nome Macduff.

Cevada maltada levemente turfosa é entregue sob encomenda e uma mistura própria de levedura é cultivada e utilizada na fermentação. O whisky é maturado em armazéns ao lado do Deveron em tonéis de bourbon e jerez reutilizados, alguns dos quais são crestados na própria tanoaria da destilaria para se acrescer sabores tostados e de baunilha.


O que pude perceber:
Características: dourado, médio corpo.
Aroma: frutas vermelhas com polpa, terra molhada, adocicado, figo, cereal, madeira sutil, biscoito, herbal. Um pouco de água trás um aroma de malte, um pouco de jerez e deixa um pouco mais seco.
Paladar: frutado, ameixas, herbal, seco, frutas vermelhas secas, cereal, uma leve picância já na finalização, que é média e seca. Um pouco de água evidencia agora uma baunilha, o malte, mel e um pouco de especiarias. Uma sutil fumaça dá para ser percebida, bem no fundo. O final continua médio, com especiarias, mel, malte e um pouco de jerez.


Whisky que me surpreendeu positivamente apesar de sua pouca idade. Mais ainda depois de ter experimentado seu irmão mais velho de 16 anos em uma degustação em São Paulo. A versão de 16 anos decepciona. Talvez por isso eu tenha encarado a degustação do 10 anos um pouco cético. Por esperar menos do que ele entregou é que foi o motivo da surpresa. É um bom whisky, simples, mas bem feito e equilibrado. Agradável. Não há em nenhum momento vestígios de álcool e seus aromas e sabores são bem agradáveis. Uma excelente opção para o dia a dia e um excelente custo x benefício também, principalmente se comparado com a versão de 16 anos. Um belo exemplar para conhecer e ter na coleção.

Um ótimo exemplo de que nem sempre whiskies mais velhos são melhores que whiskies mais jovens. Há que se analisar caso a caso e não generalizar.




Glen Deveron 10 Anos

Single Malt: Terras Altas Teor Alc 40%

Apesar de ser descrito no rótulo como um “Pure Highland Single Malt”, em estilo, trata-se de um whisky clássico, limpo e suave de Speyside.